Faye Peraya abriu espaço para uma conversa especialmente pessoal no episódio 51 do Sisterhood, do Mirror Podcast. Ao longo de aproximadamente 50 minutos, a atriz falou sobre a família que a criou, os aprendizados adquiridos nos concursos de beleza, as mudanças de carreira, a relação com os fãs, seus projetos empresariais e, principalmente, a maneira como aprendeu a reconhecer e proteger os próprios sentimentos. A transcrição integral da entrevista registra a participação de Faye no episódio e sua fala em primeira pessoa sobre esses diferentes momentos.
A entrevista conduzida pelo Mirror Thailand percorreu diferentes fases da vida de Faye, desde uma infância descrita por ela como simples e feliz até a construção de uma trajetória profissional marcada por diferentes oportunidades. O próprio Mirror Thailand apresenta o Sisterhood como um espaço voltado a perspectivas e experiências de mulheres.
Ao falar sobre sua infância, Faye destacou a proximidade com os avós e com a família. Ela contou que era a neta mais velha e que recebeu muito carinho, atenção e suporte durante os primeiros anos de vida.
Para ela, a felicidade daquele período estava justamente nas coisas pequenas: doces, comida preparada pela avó, brincadeiras, desenhos e atividades relacionadas à arte.
Faye chegou a afirmar que, se pudesse escolher, provavelmente escolheria novamente a infância como o período mais feliz de sua vida.
Entre as lembranças citadas está o arroz pegajoso com creme de ovos preparado pela avó, uma memória que representa, para ela, uma época em que pequenas coisas eram suficientes para trazer felicidade.
A relação com os avós apareceu novamente quando Faye explicou de onde vem parte da sua força.
Ela afirmou que o avô e a avó foram suas principais fontes de apoio e contou que o nome de seu salão, Khanthong Studio, está relacionado ao sobrenome da avó.
Mais do que uma lembrança familiar, os ensinamentos recebidos deles continuam presentes na forma como Faye conduz sua vida.
Minha fonte de força continua sendo eles.
Mesmo após a morte dos avós, Faye afirmou que permanece feliz por carregar os ensinamentos deles consigo. Para ela, essa educação contribuiu para uma vida simples, sem necessidade de grandes extravagâncias, mas com felicidade.
Um dos pontos mais marcantes da entrevista surgiu quando Faye falou sobre sua própria definição de sucesso.
Ela explicou que não utiliza necessariamente os mesmos parâmetros usados por outras pessoas. Para Faye, o sucesso está relacionado à satisfação pessoal.
Meu sucesso depende da minha própria satisfação.
A atriz contou que, quando era criança, não tinha um grande sonho profissional. A percepção mudou à medida que assumiu responsabilidades e começou a trabalhar. A partir daí, passou a entender que poderia estabelecer seus próprios parâmetros.
Para ela, não é necessário alcançar aquilo que outra pessoa considera sucesso para reconhecer uma conquista pessoal
Faye também falou abertamente sobre as inúmeras competições das quais participou.
Ela explicou que nem sempre precisava conquistar o primeiro lugar. Em determinados momentos, estar entre as primeiras colocadas já significava conseguir algum dinheiro para levar para casa.
Essa perspectiva ajudou a diminuir a pressão sobre o resultado.
Eu aproveitava a jornada, era feliz durante o caminho. Não era apenas o destino final.
Faye reconheceu que já perdeu a confiança diante de rejeições e também já se sentiu cansada por não conseguir determinado resultado. No entanto, aprendeu a enxergar os erros como parte do processo.
Ela também destacou a importância de estar cercada por profissionais experientes e de continuar aprendendo com pessoas que considera competentes.
Talvez uma das declarações mais humanas da entrevista tenha surgido quando Faye foi questionada sobre o que diria a alguém que estivesse decepcionado ou frustrado.
Em vez de aconselhar a pessoa a simplesmente ser forte e continuar, ela propôs outra abordagem: sentir a tristeza.
Fique triste. Sinta essa tristeza até o fim.
Para Faye, reconhecer uma emoção não significa permanecer preso a ela. Pelo contrário: compreender a própria tristeza permite aprender a proteger os próprios sentimentos posteriormente.
Ela explicou que não gosta de mentir para si mesma sobre aquilo que sente. Se está triste, admite que está triste. Se está feliz, reconhece a felicidade. Se está decepcionada, permite-se reconhecer a decepção.
Depois, começa novamente.
Outro aprendizado importante veio justamente dos concursos de beleza.
Faye contou que não estava acostumada a conviver diariamente com muitas mulheres em um ambiente competitivo. Vinda de uma experiência profissional como modelo, estava acostumada a realizar um trabalho e seguir seu caminho.
A convivência intensa durante os concursos apresentou uma dinâmica diferente.
Segundo ela, foi nesse ambiente que percebeu que algumas mulheres demonstravam uma delicadeza e uma gentileza que ela própria ainda precisava desenvolver.
O que aprendi nos concursos foi a gentileza.
A experiência, segundo Faye, ensinou que força e delicadeza não precisam ser características opostas. As duas podem coexistir.
Modelo, rainha da beleza, atriz, atriz de séries, produtora e hairstylist. Faye percorreu caminhos profissionais diferentes, mas explicou que não planejou antecipadamente todas essas mudanças.
Segundo ela, as oportunidades simplesmente apareceram e foram sendo aceitas conforme chegavam.
Eu apenas fiquei feliz com cada acontecimento e fui me adaptando às circunstâncias.
Existe, porém, um elemento comum entre essas diferentes atividades: o amor pelo que faz.
Faye afirmou que gosta de atuar, cortar cabelo e trabalhar com arte. Para ela, nenhuma dessas experiências teria sido possível sem envolvimento verdadeiro com aquilo que estava fazendo.
Se eu não amar o trabalho que faço, não consigo realizá-lo.
Ao falar sobre sua atuação como produtora, Faye revelou que a FABEL Entertainment não nasceu originalmente com a intenção de produzir séries.
Ela explicou que abriu a empresa para receber trabalhos, mas o interesse pela atuação e o incentivo dos fãs contribuíram para que decidisse experimentar a produção.
Quando passou a produzir uma série, percebeu que existiam inúmeros problemas para resolver desde o primeiro dia.
Faye atribuiu parte da evolução desse trabalho à equipe e também aos próprios fãs, que, segundo ela, apontavam aspectos que poderiam ser melhorados.
Ela descreveu o processo como uma construção conjunta:
Os fãs estavam produzindo a série comigo.
A experiência também mudou sua percepção sobre a importância do tempo na produção audiovisual. Para o segundo projeto, Faye afirmou ter mais tempo para trabalhar, revisar e corrigir detalhes.
A relação com os fãs internacionais ganhou um espaço especial na conversa.
Faye contou que, durante viagens à Europa e a outros lugares, fãs fazem grandes esforços para encontrá-la, levando banners, chamando seu nome e demonstrando carinho presencialmente e pela internet.
Para ela, esse vínculo representa uma responsabilidade.
Um artista não pode trair o amor que recebe dos fãs.
Faye também recuperou uma promessa que já havia feito ao público: I promise not to go if you promise to stay.
Ela afirmou que continua mantendo essa promessa e que os fãs representam uma das principais fontes de motivação para continuar trabalhando.
TRANSCRIÇÃO COMPLETA ORIGINAL EM TAILANDÊS
TRANSCRIÇÃO COMPLETA TRADUZIDA PARA PORTUGUÊS
Apesar de afirmar que gosta muito de trabalhar e não consegue permanecer parada por muito tempo, Faye também falou sobre a necessidade de estabelecer períodos de descanso.
Ela contou que estabelece metas pessoais para reservar alguns dias do ano para si mesma.
Fora do trabalho, sua felicidade está ligada a atividades simples: ficar em casa, cozinhar, especialmente comida tailandesa, ouvir música e tocar violão.
Também revelou que gosta de trabalhos manuais e atividades artísticas.
Quando a conversa chegou ao tema dos relacionamentos, Faye explicou que sua visão sobre o amor mudou com a maturidade.
Na infância e na juventude, segundo ela, havia mais expectativas sobre como uma relação deveria ser. Com o passar dos anos, a compreensão passou a ocupar um espaço maior.
Ela destacou a importância de compreender quem somos, compreender o trabalho e a vida do outro e, principalmente, compreender um ao outro.
Faye também mencionou sua fé cristã e um ensinamento bíblico sobre o amor como uma referência pessoal para momentos de conflito ou insatisfação emocional.
Para ela, o amor envolve compreensão, paciência, confiança e esperança.
Foi nesse momento da entrevista que Faye falou de maneira mais direta sobre aquilo que considera um limite inegociável em uma relação.
Questionada sobre possíveis sinais de alerta aprendidos com experiências anteriores, ela respondeu que não gosta da sensação de ser traída.
Sua reação, segundo explicou, é imediata: afastar aquela pessoa de sua vida e não permitir novamente o mesmo tipo de acesso aos seus sentimentos.
Eu amo a mim mesma o suficiente para não me envolver com nada que me faça sofrer.
Faye deixou claro que não significa nunca sofrer. Ela afirmou que está disposta a sentir a dor quando necessário, mas entende que existe diferença entre reconhecer uma decepção e permanecer voluntariamente em uma situação que já sabe que não lhe faz bem.
Faye resumiu essa postura de maneira bastante objetiva ao explicar que, depois de sofrer, aprende com aquilo que aconteceu.
Ela não defende ignorar a dor. Defende reconhecê-la, aprender e seguir.
A atriz também afirmou que não é necessário esperar o fim de um relacionamento para se tornar uma pessoa melhor.
As pessoas podem se tornar melhores todos os dias porque aprendem com os próprios erros.
Para ela, reconhecer que hoje não foi a melhor versão de si mesma já pode ser o começo de uma mudança.
Mesmo depois de tantas experiências, Faye afirmou que ainda tem muitos projetos que gostaria de realizar.
Entre eles estão a vontade de abrir uma cafeteria que reúna café e doces e também uma floricultura.
Ela revelou ainda que, antes de abrir o salão de cabeleireiro, pensava em trabalhar com unhas, sobrancelhas e extensão de cílios. A ideia, segundo contou, continua sendo possível caso tenha oportunidade de adquirir novas habilidades.
Em tom descontraído, Faye preferiu não ser chamada de empresária.
Prefiro ser chamada de uma jovem que está construindo a própria trajetória.
No encerramento, Faye deixou uma mensagem que sintetiza grande parte da conversa.
Ela falou sobre a tendência de esquecer pequenas fontes de felicidade durante períodos de cansaço, frustração ou desânimo.
Uma música antiga, uma xícara de café ou qualquer pequena experiência que já tenha trazido alegria pode recuperar, ainda que por alguns instantes, uma sensação positiva.
A felicidade não está longe. Talvez esteja muito mais perto de nós do que imaginamos.
A mensagem final de Faye não foi sobre buscar algo extraordinário, mas sobre reconhecer aquilo que já esteve presente na própria vida e que, eventualmente, pode ter sido esquecido.
A entrevista de Faye Peraya ao Sisterhood não ficou restrita à carreira ou aos projetos profissionais. A conversa revelou uma mulher que associa sua trajetória à família, ao trabalho, ao aprendizado constante e à capacidade de reconhecer os próprios sentimentos.
Ao falar sobre rejeição, Faye não tentou apresentar uma trajetória sem frustrações. Pelo contrário: admitiu que já se sentiu cansada, triste e insegura. A diferença está na maneira como escolheu lidar com essas experiências.
Sua visão sobre amor segue a mesma lógica: sentir, compreender, aprender e estabelecer limites.
No fim, a mensagem mais forte deixada por Faye talvez seja também a mais simples: nem sempre é preciso procurar uma nova fonte de felicidade. Às vezes, é necessário apenas lembrar daquela que já estava conosco.
Redação: Jornal GL Oficial
Fonte e créditos: MIRROR THAILAND / MIRROR PODCAST — SISTERHOOD EP. 51 — entrevista com Faye Peraya; transcrição integral fornecida para tradução e apuração editorial.
Observação editorial: as declarações acima foram baseadas exclusivamente na transcrição fornecida, preservando o sentido das falas de Faye. As frases destacadas são traduções para o português do Brasil das declarações presentes no material de origem.